A rua mais Famosa do Brasil

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Anjo de Bronze

sábado, 28 de abril de 2012

Uma Prece





Uma prece.


                          As portas caídas, os muros destruídos, a casa desolada, quem poderá estar feliz e satisfeito com esses acontecimentos?!
                         O que fazer quando nos deparamos com situações que exigem de nós uma atitude mais radical, aquela de costume, ou como agir quando negar o que sentimos é o melhor à fazer, mesmo que tudo possa parecer o contrário. Gostaria que mina "pena" fosse fina, e escrevesse sobre poesia, ou que fosse capaz de mudar a humanidade com minhas palavras, ou quem sabe ainda que fizesse o pecador se arrepender de seu erro através da minha pregação, mas como questionou o profeta, "Quem dará credito a nossa Pregação?"   .
                               Em momentos me deparo comigo mesmo, e então desaprovo. De vez em quando tenho coragem de olhar no espelho. Procuro o lugar alto para refugio, tento entrar debaixo das asas da galinha, ou me refugiar onde se refugia a corsa...
                               Escalar os montes altos e esconder-me nas cavernas de pedra, onde somente as feras alcançam.  Na garganta o grito por encontrar. Almejo encontrar comigo, e falar tudo que sinto.  A fé não pode ser abalada, mas em momentos sinto prova-la, a boca seca busca pelas águas que saem duma fonte eterna.
                                 Os pés sangrando buscam alivio na areia do anoitecer, a fronte provada pelo sol, quer o frescor das palmeiras e o refresco de seu fruto.
                                 Busco a noite Aquele que ama minha alma. Onde esta teu sorriso oh filho do Homem, por onde anda sua alegria!!?? Onde deixou sua destreza de homem de guerra?!  No frescor da areia ao anoitecer busco a força para o dia seguinte, em Tua sombra deleito meu espírito, pois sei que aos Teus amados dás enquanto  dormem, procuro não dormir para que na madrugada encontre-me Contigo. Um salmo ao Deus da minha vida, uma oração Ao que pode me consolar... 
                                   Consola-me, pois preciso de Ti, abriga-me em Teus braços, pois preciso da Tua força. Quem é o homem senão um pedaço da tua vontade?! Não me tire o direito de Clamar a Ti... Pois a quem pedirei senão Aquele que me entende.
                                    Onde me consolarei senão em Tua sabedoria, Não conheço Teu rosto, mas sinto  o halito do Teu falar, não me desampares quando clamo.
                                    Perdoa-me oh Deus meu, pelo dia da minha mentira, pois elas me cercaram como cordéis de morte. Fui sufocado por minha vontade, e sofri por amar as minhas palavras... Agora que me encontro caído, nas entranhas do Inferno, alcanço-te pela lembrança das Tuas promessas, o calor da Tua palavra me encoraja a ser novamente o que eu era...
                                   Fecho os olhos e volto ao passado, quando andávamos juntos, e suas palavras não saiam da minha boca, lembro-me do tempo em que tinhas prazer em minha Alma... Ainda que elas na boca não encontrem mais, mas escondidas estão em meu coração. Sinto-me agora como o copeiro do Rei, pedindo madeira para restaurar os muros da sua cidade. Dá-me cartas aos príncipes e reis para que passe, e palavras para convencer aos que serei enviado. Pois minhas palavras não convencem, mas as Tuas traz refrigério.
                                   Tolo é o homem que confia em sua própria sabedoria, pois ao toque em sua veia, se desfaz a vida, faz-me prudente como a serpente. Ensina-me ser simples como o pássaro débil. Esconda-me de mim mesmo, pois a vaidade é como arma à cabeça. Guarda-me das palavras de minha boca, pois se não as orientar serão como palha ao vento.
                                  Procuro-te e te encontrarei, meu clamor chegara ao Teu trono e a minha fadiga dará lugar a alegria, os trapos da minha vergonha serão trocados por vestes de alegria, a pedra sob a cabeça me trouxe uma visão, e pude enxergar os anjos subindo e descendo, um pedaço de pão quente sobre a brasa, uma botija de água e uma colher de Azeite... Farão-me caminhar por dias e dias...

Ao meu Deus...
                 
Isaac Silva

Um comentário:

  1. Há dias que os melhores companheiros sâo: Um Lapis e um mero pedaço de papel.

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